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Eu tirei o que não importava e sobrou tempo

· 12min

A frase mais repetida por quem empreende é que não sobra tempo. Passei um bom período dizendo isso até testar a hipótese oposta: e se não faltasse tempo, e sim sobrasse distração?

Tirei hábitos, cortei distrações e passei a reservar blocos curtos e protegidos — meia hora, uma hora, com o celular longe — para estudar um assunto de cada vez. Finanças foi o primeiro, porque era a maior lacuna. O tempo que apareceu foi maior do que eu esperava, e isso já era resposta.

O segundo movimento foi mudar de ambiente. Passei a frequentar eventos e mentorias, mas com um método: anotar tudo, cruzar os assuntos que se repetiam entre pessoas diferentes e extrair dali as alavancas que realmente movem um negócio. Observava inclusive fora do palco — como a pessoa se comportava, para o que dava atenção, do que não abria mão.

O mesmo raciocínio vale para dinheiro. Quem diz que não tem para investir em formação normalmente tem, mas comprometido com outra coisa. Uma escolha a menos por mês costuma financiar a primeira.

Tempo e dinheiro raramente faltam em absoluto. Costumam estar alocados no lugar errado.

Resumo

Não faltava tempo, sobrava distração. Tirei o que não importava e apareceu espaço para estudar finanças, gestão e as alavancas reais do negócio.

Principais aprendizados

  • Falta de tempo quase sempre é excesso de distração mal auditada
  • Blocos curtos e protegidos rendem mais que grandes períodos idealizados
  • Anotar e cruzar o que se repete transforma evento em método
  • O orçamento para se desenvolver costuma existir, só está comprometido

Como aplicar

Registre por três dias onde vai cada hora da sua semana, sem julgar. No quarto dia, corte a maior distração da lista e coloque no lugar um bloco de quarenta minutos de estudo do assunto em que você é mais fraco hoje.

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