Se você não confia no seu gestor, o problema é você
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O custo é duplo. Do lado de quem foi contratado, comprime a área de atuação e neutraliza justamente a capacidade pela qual se está pagando. Do lado de quem lidera, derruba a produtividade: você passa o dia olhando para o que não deveria e deixa de olhar para o futuro do negócio.
É também injusto nos dois sentidos. Injusto com a pessoa, que não consegue mostrar do que é capaz. E injusto com você, que assumiu uma responsabilidade que não devia ter voltado às suas mãos.
Escalar cobra uma humildade bem específica: reconhecer que a fase seguinte da empresa talvez exija alguém mais preparado do que você naquele assunto. Ou essa pessoa entra, ou você se prepara para ocupar o lugar. Fora dessas duas saídas, o que resta é a empresa parar onde o fundador parou.
Vale ainda abrir canal com a camada intermediária — coordenadores e gerentes. Quem só escuta os reportes diretos acaba enxergando a operação por uma única lente, e leva anos para descobrir o que todo mundo abaixo já sabia.
Resumo
Se você não confia na decisão de quem você mesmo contratou, das duas uma: é o seu ego, ou foi a contratação.
Principais aprendizados
- Desconfiar de quem você contratou aponta para ego ou para contratação errada
- Microgerenciar neutraliza a capacidade pela qual você está pagando
- Do zero ao dez e do dez ao cem exigem pessoas e habilidades diferentes
- Ouvir o time tático evita depender da versão de uma única pessoa
Como aplicar
Liste as decisões da última semana que passaram por você e não precisavam. Escolha duas e comunique ao responsável que, a partir de agora, elas são dele. Depois não volte atrás na primeira vez que ele decidir diferente de você.
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